sábado, 24 de setembro de 2011

Em Alagoas: Morte de agente de trânsito gera protesto

O agente de Trânsito, e presidente da ALTRANS, Antonio Coelho tem estado preocupado com a onda de assassinatos de agentes de trânsito no país. Essa preocupação fez com que ele buscasse divulgar mais um crime contra um colega de farda de Alagoas.
A morte do agente de trânsito e guarda municipal Ernandes Omena de Oliveira, de 46 anos, gerou uma série de protestos entre os colegas de profissão na manhã desta quinta-feira, dia 22. O guarda, que há seis meses estava à disposição da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), foi alvejado com vários disparos de arma de fogo na noite de terça-feira, dia 20, próximo a sua residência no Complexo Benedito Bentes, quando estava com o filho de apenas 3 anos no colo. A criança também foi ferida, mas não corre risco de morte.
O guarda foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu na madrugada desta quinta-feira, dia 22. Devido à sua morte, agentes da SMTT e guardas municipais se aglomeram no HGE e deverão realizar uma série de atividades em protesto à morte do companheiro.
De acordo com Gerônimo Barbosa dos Santos, diretor da operações de trânsito da SMTT, Ernandes de Oliveira tinha conduta ilibidada, com mais de 20 anos de serviços prestados ao município, sem qualquer mácula na ficha funcional. O diretor descartou que a morte do guarda tenha relação com o exercício da profissão de agente de trânsito. No entanto, o diretor disse que a categoria irá discutir em assembleia marcada para a manhã de hoje a revindicação do porte de arma para o exercício da profissão. A assembleia acontece na Reitoria da Ufal na Praça Sinimbu.
Gerônimo Barbosa informou à reportagem do Alagoas24Horas que os 169 agentes de trânsito do município deverão cruzar os braços nesta quinta-feira em protesto à morte do companheiro. Não está descartada a realização de uma carreata quando do traslado do corpo de Ernandes de Oliveira para a Guarda Municipal, onde será velado.
A mulher do guarda, Rosângela Omena, afirmou ter suspeitas dos assassinos do seu marido, mas que só irá revelá-las à polícia, para não atrapalhar as investigações. Rosângela disse, ainda, que o filho do casal está muito traumatizado e que conta o atentado a todo momento, além de cobrar a presença do pai, a quem era muito ligado.
Fonte: alagoas24horas.com.br

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