quinta-feira, 4 de julho de 2013

Com contas reprovadas pelo TCE, prefeito de São João do Cariri terá contas julgadas pela Câmara de Vereadores



Mesmo com recesso legislativo na noite desta quinta-feira (04), irá acontecer uma Sessão Extraordinária na Câmara Municipal de São João do Cariri, que promete movimentar a cidade. Há uma expectativa muito grande entre os munícipes com relação a duas matérias que serão colocadas em votação.

Trata-se das contas do prefeito Marcone Medeiros (2008) e do ex-prefeito Beto Medeiros (2011) que serão julgadas pelos vereadores da Casa Joaquim T. de Lucena. O voto será secreto de acordo com o que determina o Regimento Interno da Casa para pareceres referentes ao Tribunal de Contas.  “É importante lembrar que o Tribunal não julga as contas, apenas emite um parecer, os parlamentares de São João do Cariri podem confirmar ou não esse parecer durante a votação”, lembra o presidente do Legislativo, Francisco Júnior.

O ex-prefeito precisa de quatro votos para manter a aprovação, já Marcone precisa de seis votos para aprovar suas contas. “Antes de votar os vereadores não devem considerar apenas interesses políticos, mas sim fazer uma avaliação de como se deu a aprovação ou reprovação dessas contas pelo tribunal”, relata Francisco. A sessão terá início às 19h e toda população de São João do Cariri poderá participar.

Se o parecer do Tribunal de Contas for mantido e as contas forem reprovadas Marcone terá que devolver 37 mil reais que corresponde aos “Espera transporte” e os mata-burros construídos em sua gestão. Acontece que na época da prestação de contas o prefeito não enviou nenhum relatório ou foto que comprovasse que as obras haviam sido construídas, contrariando inclusive a cobrança feita pelos conselheiros do Tribunal.

Além disso, os vereadores ainda votarão o projeto que concede aumento de 10% com pagamento retroativo ao mês de janeiro e proporcional a 30 horas de trabalho. Segundo o Presidente da Câmara, o novo piso salarial dos professores de São João do Cariri, será superior ao piso nacional e proporcional a 30 horas de trabalho. “Para não dar um aumento sem ter controle total dos recursos, decidimos fazer um planejamento verificando a disponibilidade financeira para dar o aumento esse mês”, afirma Francisco Júnior.

VITRINE DO CARIRI
De Olho no Cariri

Nenhum comentário:

Postar um comentário